— Henry David Thoreau (via haereticum)
(via belacroix)
— Henry David Thoreau (via haereticum)
(via belacroix)
— Karl Popper, Epistemologia Evolutiva (1973)
Conceitos são ferramentas para a mente, que podem nos tornar mais ou menos eficientes, e mudar a forma como vemos e agimos no mundo. Um engenheiro de inteligência média, equipado com o conceito de cálculo, pode fazer coisas que gênios como Da Vinci não poderia sem aquele. Por outro lado, uma pessoa que baseia sua visão de mundo nas notícias de jornal terá uma visão distorcida da realidade, avaliando de modo exagerado a probabilidade de eventos extraordinários, como quedas de avião.
Deveríamos deliberadamente planejar nossa dieta informacional como a nossa dieta alimentar. Deveríamos cultivar conceitos como a plantas num jardim. Deveríamos minerar nossos conceitos como um mineiro a separar as pepitas de ouro dos pedregulhos. Deveríamos cultivar mais conversas construtivas e instigantes, reduzindo o ruído inócuo. E deveríamos também deixar espaço para o novo e o inesperado, evitando nosso fechamento ao já conhecido.
E, como toda boa dieta, deve-se permitir uma ou duas guloseimas e pecadinhos calóricos ;-)

— (Provérbios 3:13-18)
O Big Five personality traits é um modelo de 5 dimensões utilizado para descrever a personalidade de uma pessoa, normalmente apuradas por testes. Diversas meta-análises tem confirmado o valor preditivo dos Big Five em relação a um amplo espectro de comportamentos; além disso, estudos demonstram um alto grau de estabilidade das 5 dimensões durante a vida adulta de uma pessoa.
Antes de continuar a leitura, eu recomendo que você use 10 minutos para fazer algum dos testes disponíveis online.
Os 5 fatores avaliados são:
Um estudo recente aplicou um teste Big-Five sobre 423 empreendedores para avaliar a relação entre a personalidade e a falha de empreendimentos em indústrias altamente inovadoras. O estudo encontrou evidência de que os empreendedores com alto nível de amabilidade (agreeableness) tiveram menor probabilidade de falha, enquanto alto nível de meticulosidade (conscientiousness) elevou o risco de falha no início do empreendimento, tendo esse efeito diminuído no decorrer do tempo. Não foi detectada relação significativa entre os outros fatores (neuroticism, openness e extraversion) e o risco de falha empresarial.
Recomendo a leitura dos resultados do estudo. Precisamos de mais estudos experimentais sobre os fatores que contribuem para o sucesso nos empreendimentos.
— 1984, George Orwell, cap. 8
Nós somos prisioneiros da nossa biologia. Querendo ou não, nosso modo de agir, de pensar, de sentir é condicionado por nossa natureza fundamental, evoluída num ambiente marcantemente diferente do atual.
Como podemos realmente ter liberdade, sendo ela submetida a tantas restrições? Como podemos ser livres se nosso auto-controle é um recurso finito? Se tantas vezes nos aflige o dilema de Paulo: “pois o que faço não entendo: não pratico o que quero, mas faço o que aborreço.” (Romanos 7:15)
Sempre me surpreende (mas não devia) como repito constantemente os mesmos erros, como minhas decisões são influenciadas por emoção e instinto. Também me delicio com o fato de eventos aparentemente insignificantes do passado impactarem completamente nosso futuro (mas isso é assunto pra outro post).
Uma liberdade possível
Liberdade não é fuga da realidade. Em nossos devaneios, imaginamo-nos mais racionais, mais potentes sobre nossa natureza do que realmente somos. A tentativa de “emplacar” uma liberdade absoluta, platonizada, sempre esbarra na realidade; nossa natureza será um obstáculo instransponível, invariavelmente levando essa tentativa ao fracasso.
Acredito numa liberdade possível, não numa liberdade descarnada. Como podemos, então, ser livres?
Um bom começo é, conhecendo as peculiaridades da biologia humana, utilizar essas peculiaridades a favor do que desejamos fazer e do que desejamos alcançar. Como no aikidô, em vez de lutar contra as forças biológicas para alcançar a liberdade, devemos conhecê-las e utilizá-las a nosso favor. Utilizar nosso “modus existendi” como veículo para alcançar nossos intentos.
Por onde podemos começar? Existe um campo vasto de estudo, conhecido por psicologia comportamental, em que se realizam experimentos para identificar, empiricamente, como de fato se comportam os seres humanos. Pesquisas também levam à identificação de vieses cognitivos, desvios comuns do comportamento racional esperado.
Ter consciência da falibilidade do conhecimento e da nossa cegueira para certas coisas também é extremamente importante para contrabalancear nossa tendência de superestimar a validade de nossas crenças.
Enfim, é um caminho difícil, mas possível, para aumentar nossa liberdade efetiva, embora talvez nossa liberdade imaginada pareça menor, quando ganhamos maior compreensão das influências biológicas sobre ela, e agimos utilizando essa compreensão.
Ingredientes:
1/2 copo de queijo parmesão
2 colheres de sopa de manteiga
1 1/2 colher de sopa de maionese
2 colheres de sopa de suco de limão fresco
1 colher de chá de manjericão
1 colher de chá de salsa
500g de filé de tilápia
pimenta a gosto
Instruções:
Pré-aqueça o forno. Cubra o tabuleiro com folha de alumínio (a parte brilhante pra cima).
Rale grosso o queijo parmesão (compre um pedaço, e não o queijo já ralado em um saquinho). Em um pote, misture o queijo parmesão, a manteiga, a maionese, o suco de limão, o manjericão, a pimenta e a salsa. Coloque à parte.
Arrange os filés em uma única camada no tabuleiro. Lambuze a parte de cima dos filés com o molho especial. Coloque no forno até a parte de cima dourar (dourar, não torrar!) e soltar facilmente pedaços com o garfo. Cuidado pra não cozinhar demais o peixe e ele ficar ressecado.
Número de porções: 4
Meus amigos, o peixe ficou desmanchando na boca, uma delícia, mesmo tendo sido eu a fazer. Recomendado! :)
P.S.: Podem renomear como quiserem! Nenhum direito reservado.
P.S.2: Seria bom colocar uma foto do prato aqui, mas foto não tem cheiro =P
P.S.3: Melhor que o PS2.
Inspirado por um chá oriental estranho que tomei, acabo de fundar a Ordem dos Samurais Ronin Contemporâneos. Para entrar nessa Ordem, você deve passar por uma prova, que consiste em sentar sobre um formigueiro das formigas-guerreiras-sangrentas-da-Amazônia e suportar a dor por 10 minutos. Como fundador da Ordem, felizmente eu não precisei passar pelo ritual de iniciação.
Eis os princípios da Ordem dos Samurais Ronin Contemporâneos.
Princípios:
Auto-disciplina: Seja teu próprio senhor, para que ninguém mais o seja, e assim atinjas a liberdade absoluta.
Persistência: Tuas derrotas são lenha para alimentar o fogo no qual forjas novas armas para novos combates.
Vontade: Coloca todo teu ser naquilo que fazes, e até teu repouso trabalhará para ti.
Serenidade: Um espírito imperturbável é um lago quieto que reflete tudo a seu redor sem distorções.
Preparação: Aquele que não treina com a espada e não planta seu alimento jamais poderá defender seus frutos.
Humildade: Deixa a janela de tua alma aberta e borboletas virão a alegrar, trazidas por ventos de terras distantes.
Beleza: Enjoy!
Não, não é a sua irmã. MANA é o acrônimo para Melhor Alternativa à Negociação de um Acordo. Mas o que é isso?
Muitas vezes negociamos coisas, como salário, o aluguel ou a compra de um imóvel, sem conhecermos qual a melhor alternativa que temos caso um acordo não se concretize. Esse desconhecimento pode ser fatal ao nos fazer não aceitar um acordo que seria melhor que a melhor alternativa que temos, ou ao nos fazer perder caso fechemos uma negociação pior que a melhor alternativa que temos.
Um exemplo prático: você está negociando um aumento salarial com sua empresa. Você conhece a sua MANA, no caso da empresa não lhe dar o aumento? Sua melhor alternativa é continuar trabalhando lá pelo mesmo salário? Ou é conseguir um outro emprego em que ganhe mais?
É importante, além de conhecer a sua melhor alternativa, que você a teste para verificar se realmente esta é uma alternativa viável. Muitas vezes costumamos superestimar nossas alternativas. Se você, ao considerar todas as alternativas, descobre que a melhor alternativa (no caso em questão) é trabalhar em outro local ganhando 50% mais, teste sua alternativa entrando em contato com empresas da região pretendida. Verifique se sua alternativa é realista.
Pensando nesses termos, procure desenvolver sua MANA. No exemplo anterior, identifique como pode aumentar a sua empregabilidade. Fazer um curso? Aumentar sua experiência? Ou você poderia considerar uma outra alternativa? Abrir uma empresa? Ser profissional liberal?
Identifique suas diversas alternativas a um acordo, num exercício de brainstorming; analise as alternativas, identificando a mais promissora delas; desenvolva sua alternativa, tornando-a mais realista e melhor; teste sua alternativa, para confirmar que ela é realista.
Pronto! Você tem uma MANA.
Além disso, a MANA lhe dá um critério real para avaliar uma negociação. Você não precisa fixar metas sem âncora na realidade. Utilize sua MANA.
E você se sentirá mais seguro para tomar as decisões. Isso é poder real.
Entrei contato com esse conceito através do livro Como chegar ao Sim: A negociação de acordos sem concessões. Apesar do título parecer pedante, é um excelente livro para o dia-a-dia, e o melhor livro sobre negociação que conheço.
PS.: Sim, esse post foi reaproveitado da outra tentativa de blog, mas valia a pena repostá-lo.